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Amor nas telas (dos celulares, dos cinemas…)

May 25th, 2008 · No Comments

Dos romances de celular às locadoras de DVD, o amor está no ar

Desculpem-me os leitores cuecas, mas esse papo é para você, mulher. Para você que carrega dentro do peito um sonho… Para você que é romântica, que deseja imensamente viver um grande amor. Para você que acredita que o sentimento é algo exclusivo, que não aprova as liberalidades dessa nossa época perversa, em que ninguém mais acredita em nada. Se você chegou até aqui, é com você mesmo que eu estou falando. E foram mulheres como você que transformaram o keitai shoosetsu num tipo de literatura de grande sucesso no Japão. Pause. Rewind.

Keitai shoosetsu? Literatura? Sim, vamos falar de literatura… Quer dizer, vamos começar com literatura. Keitai shoosetsu pode ser traduzido como “romances para celular” e são obras literárias escritas em telefones celulares para serem lidas na comodidade do seu… telefone celular. O gênero ganhou popularidade no Japão por revelar novos autores e, claro, pela facilidade e fluência da leitura. Apesar de qualquer gênero literário ser bem-vindo, muitos dos grandes sucessos da literatura de celular são romances, daqueles bem açucarados, adorados por boa parte do público feminino.

O sucesso do negócio foi tanto que alguns dos keitai shoosetsu saíram das telinhas dos celulares e ganharam as livrarias. De acordo com um grande jornal japonês, metade dos dez livros mais vendidos no Japão na primeira metade de 2007 foram lançados, originalmente, como romances de celular. E agora já chegam as telonas as primeiras adaptações cinematográficas. Koizora (Céu-amor) é uma delas e acaba de chegar às locadoras (do Japão). O filme, conta a estória de Mika, uma estudante de Ensino Médio que, como quase todas as outras, encontra seu primeiro amor na escola. O rapazinho atende pelo nome de Hiro e é daquele tipo rebelde sem causa que a maioria das moçoilas adora. O filme, assim como o keitai shoosetsu, relata as venturas e desventuras desse primeiro amor.

Não li o romance inteiro, cheguei a traduzir o prólogo e o primeiro dos 9 capítulos. Depois, cansei. A estorinha é bonitinha, bem adolescente, mais não fez muito a minha cabeça. Vi o filme no intuito de saber mais rápido o que acontecia no final e entender o tamanho sucesso do romance. (Aliás, vale citar que em 2006, quando foi lançado como livro de papel, Koizora vendeu 1 milhão e 240 mil cópias, tendo sido o terceiro maior best-seller do ano.) Conclui, amiga mulher, que sutiãs foram queimados, passeatas foram feitas, postos foram alcançados, mas ainda há muitas mulheres que sonham com um grande amor. Nada de errado nisso. São apenas pólos antes eram tidos como opostos e que, hoje, provam ser perfeitamente conciliáveis… Ou não? Ou será que Koizora - o romance e o filme - agradam à mulher japonesa porque, na vida real, essa ser feliz no amor e representar papéis sociais são coisas inconciliáveis? Seriam as obras um outro lado do fenômeno do aumento do mercado de hosto (acompanhantes) para as famosas career women (mulheres que perseguem o sucesso profissional)? Ok, paremos por aqui. Muitas reflexões para um filme/livro (?) que, sejamos honestos, não passa de um romance açucarado com um roteiro bem costurado para agradar em cheio as mulheres românticas do século XXI.

Koizora
(Japão, 2007, 129 min)

direção: Natsuki Imai
elenco: Yui Aragaki, Haruma Miura, Aoi Nakamura, Haru, Aki Fukuda
idioma/legendas: japonês
onde? nas melhores locadoras
site do filme (em japonês): koizora.jp
site do keitai shoosetsu (em japonês): ip.tosp.co.jp/BK/TosBK100.asp?I=hidamari_book&BookId=1&SPA=200

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Já que tocamos no assunto, dá uma sacada nisso:

http://mumei.org/public/t936.htm

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Tags: Filmes · Literatura · Cultura pop

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