Para começar, preciso apresentar a vocês quem anda me acompanhando nessa jornada. Trata-se da Pamela Hata, brasileira e amiga, uma das pessoas mais especiais que eu conheci aqui no Japão. Ela estuda chinês na Meikai University e está de férias do seu intercâmbio em Beijing. Ela vem fazendo não apenas companhia, como prestando suporte nas entrevistas e, ainda, me ensinando um monte de coisas. Uma delas é como fazer uma viagem pelo Japão de forma beeeeeem barata. E eu que pensei que sabia como fazer…

Pamela Hata, companheira de viagem
Então, vamos aos fatos. saímos de Tóquio na quinta-feira, dia 2 e fizemos uma viagem de 16 horas até Aomori, com muitas trocas de trens e num calor de rachar. Com a gente, um grande número de pessoas fazia o mesmo trajeto, dentre eles um grupo de 4 rapazes que levavam suas bicicletas. Os caras planejavam circundar a ilha de Hokkaido, no norte do Japão, com suas magrelas. Nós só chegaríamos lá dois dias depois.
video: Chegada a Aomori
Em Aomori, minha preocupação era com estadia. Como é altíssima temporada, por causa do Festival Nebuta, não encontramos nada a menos de 40 dólares por pessoa. Foi aí que entraram as qualificações da Pamela. Ela já tinha pesquisado na internet alguns cybercafés onde poderíamos passar a noite. CYBERCAFÉS, sim CYBERCAFÉS! Aqui no Japão, esses espaços são um pouco diferentes dos internet cafés do Brasil. Os cyber são mais conhecidos como amusement places (locais de diversão) e possuem uma vasta mangateca (biblioteca de mangás), DVDs para aluguel, jogos (dardo, bilhar), karaokê e pequenas “salas” onde as pessoas podem ver TV, jogar videogames, usar a internet e… dormir. Além disso, a maioria deles oferece drinks quentes e frios. Tudo isso por um preço menor que 20 dólares por 9 horas ou menos de 4 dólares por hora. Desde que chegamos, estamos dormindo em cybercafés. Ok, não há camas, mas o tatame é macio e há almofadas e lençol. Vale lembrar que, recentemente, a imprensa internacional noticiou espantada que japoneses pobres estavam morando em cyber de grandes cidades.
Banho alguns cyber oferecem. Mas, não é o caso daqueles nos quais dormimos. Por isso, tivemos de resolver de outra forma. Aqui no Japão são comuns os sentoo (lê-se “sentô”), banhos públicos, diferentes dos onsen que são saunas com banhos. Fomos a dois diferentes sentoo, ambos bastante limpos. O prédio é geralmente um grande salão dividido em dois por uma parede. Homens e mulheres são admitidos, cada um do seu lado. As portas são diferentes e a gerente do local senta-se numa cadeira que a permite ver os dois ambientes. No primeiro local que fomos, pude surpreender a velhinha dando uma conferida no material aqui… Na verdade, não é incomum que os japoneses olhem os estrangeiros nos banhos públicos. As crianças, ainda sem senso de “proibição” chegam a questionar seus pais os motivos de tantas diferenças. Os banhos contam com vários chuveiros, todos num mesmo espaço. Porém, as duchas são colocadas para permitir que as usemos sentados. Além disso, há dois ou três ofurôs, o que faz com que o banho fique mais relaxante. É costume passar um bom tempo no local.

Sentoo em Aomori
Video: Viagem barata
Na sexta-feira, assistimos o Festival Nebuta, mas vou deixá-los apenas com imagens em baixa resolução do evento.
O Projeto 18 Kippu é apoiado por Dux Solutions.
Segunda, 01:00, cybercafe em Hakodate










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1 henagaijin-fatima // Aug 28, 2007 at 8:27 am
Meu amor como sempre sua inteligencia e perspicacia para ver as coisas sao peculiar. Seu olhar sobre o mundo é diferente e gostoso de ser lido. Seu blog para seu conhecimento tem a media de 80 a 150 visitas diárias e mostrarei essa supresinha assim que nos encontrarmos. As pessoas nao deixam comments, por que vc escreve o suficiente para deixa-las sem palavras. Passei por aqui , sua eterna fan. fatima
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